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Exame de próstata: preconceito ainda evita que homens se submetam ao diagnóstico

exame de próstata

Novembro é o mês da conscientização sobre o câncer de próstata e, neste período, costumam ocorrer diversas ações para alertar os homens sobre a necessidade de realizar o exame de próstata para evitar o desenvolvimento da doença.

Segundo câncer mais comum entre os homens atrás apenas do câncer de pele não-melanoma, infelizmente a doença ainda cresce no Brasil. Para se ter uma ideia, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima que em 2018 houve cerca de 68 mil casos da doença, e que em 2017 houve mais de 15 mil mortes causadas por ela.

Sendo assim, é imprescindível que os homens realizem regularmente o exame de próstata para ajudar a detectar e combater esse câncer. Contudo, o preconceito ainda é grande e muitos homens padecem da doença por se recusarem a fazer o exame de toque.

Mas, por que ainda existe preconceito? Como combatê-lo? Há algum método que possa substituí-lo? Leia a seguir e descubra!

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O preconceito com o exame de próstata ainda existe?

Embora nos últimos anos o preconceito com o exame de próstata tenha diminuído, infelizmente ele ainda existe. Atualmente, há mais divulgação sobre a importância de se realizar o exame, o que fez com que muitos homens deixassem de vê-lo como um bicho de sete cabeças. Afinal, apesar de ser desconfortável, ele é um exame indolor, rápido e simples.

Veja abaixo alguns fatores de risco da doença:

Fonte: gmg.ma.gov.br

Mas por que ainda existe preconceito em relação ao exame de próstata e à doença?

Esse preconceito provém de uma cultura que ainda é muito machista. A região anal é constantemente atribuída à sexualidade promíscua e o simples fato de fazer menção a ela é associado a relações homoafetivas.

Embora pareça absurdo, esse tipo de pensamento ainda está bastante presente em nossa cultura e, por isso, muitos homens não aceitam fazer o exame de próstata, levados pelo pensamento de que estão legitimando ou preservando a sua masculinidade.

Além disso, há também o receio de que a manipulação anal tenha algum risco de causar disfunção erétil, outro ponto que é atribuído à perda da masculinidade.

Há inclusive trabalhos que analisam o preconceito em relação exame de toque retal como forma de rastreamento do câncer de próstata.

De acordo com um deles, realizado na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), “em estudos realizados, alguns entrevistados mencionaram que a primeira coisa que observaram no momento do exame foi o tamanho do dedo do médico, uma alusão ao tamanho do pênis que violaria a sua masculinidade. As brincadeiras e gozações em torno do exame de toque retal, mencionadas pelos entrevistados, giram exatamente em torno do tamanho da mão do médico e da possibilidade de o paciente gostar do intercurso anal”.

Ainda segundo o trabalho, outro medo é o de uma “possível ereção que pode surgir a partir do toque e ser vista como um indicador de prazer. No imaginário masculino, a ‘ereção pode estar associada tão fortemente ao prazer que não se consegue imaginá-la apenas como uma reação fisiológica’”.

O que fazer para que o preconceito com o exame de próstata diminua?

A melhor arma contra o preconceito com o exame de próstata ainda são as campanhas de conscientização, a divulgação e a informação dentro e fora do contexto de saúde. Esse é um trabalho que deve ser feito não apenas por profissionais da área, mas também em casa, entre amigos e familiares, que devem abordar o tema de forma natural.

Por exemplo, ao se encontrar diante de um momento em que se aborda sexualidade, saúde sexual ou gênero, o ideal é abandonarmos os preconceitos e falarmos com franqueza para termos a oportunidade de combater a cultura do machismo e as consequências negativas que ela possa ter para essa situação.

Há alguma outra forma de detectar o câncer sem o exame de próstata?

Atualmente, existe um exame que avalia a dosagem sanguínea do Antígeno Prostático Específico (PSA), mas é essencial ressaltar que ele não substitui o exame de próstata, sendo um procedimento complementar ao exame de toque retal.

Isso porque, com o exame de toque, tumores que ainda estão pequenos podem ser percebidos e muitas vezes não são detectados pelos níveis de PSA. Assim, fazendo ambos, aproximadamente 90% dos casos de câncer de próstata são detectados.

Considera-se que o PSA é um biomarcador imperfeito, o que significa que a dosagem pode acarretar falsos diagnósticos e excesso de tratamento cirúrgico. Sendo assim, seu uso é indicado como complemento.

É a combinação dos dois métodos que tem contribuídos para o diagnóstico precoce da doença e adoção de um tratamento adequado aos pacientes o que, em última análise, tem ajudado a salvar vidas.

Também é importante ficar atento aos níveis de PSA no exame de sangue para definir a frequência necessária para o exame retal: homens com PSA menor do que 2,5 ng/ml devem fazê-lo a cada dois anos; já homens que tenham um nível de PSA maior ou igual a 2,5 ng/ml devem realizá-lo anualmente. No caso de homens acima de 50 anos, o exame também deve ser feito anualmente.

Homens que tiveram ou têm algum problema na próstata também têm mais chances de desenvolverem disfunção erétil, de acordo com estudos científicos. Se esse é seu caso, realize nossa Avaliação de Saúde Gratuita Online para verificar se sofre de impotência sexual e receber o diagnóstico do tratamento mais adequado.

E se você tem alguma outra dúvida, deixe no comentário sua pergunta.

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